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  Esoterismo
 Título: Reflexões sobre as Palavras de Jesus em Aramaico Data: 15/8/2011
 
Reflexões sobre as Palavras de Jesus em Aramaico



A riqueza de expressão, presente no aramaico, língua nativa de Jesus, é um tesouro que foi perdido, ou durante muito tempo, restrito apenas aos eruditos.
A tradição – do misticismo do Oriente Médio e também do misticismo hebraico – diz que cada afirmação de um ensinamento sagrado deveria ser examinada, no mínimo, sob três pontos de vista – intelectual (valor aparente ou superficial), metafórico (despertar nossa sensibilidade poética e participar da re-criação do sentido a partir de várias traduções literais) e universal (à verdade da experiência, é quando vemos a oração mais como uma afirmação do que um pedido).

Por exemplo: “Bem-aventurados os mandos, porque possuirão a Terra” – a tradução através do aramaico poderia ser “abençoados são aqueles que tornaram suave a sua rigidez interior”.
A palavra Terra em aramaico possui os significados “telúricos”, “abundância natural da natureza”.

A maioria das traduções das palavras de Jesus foi feita a partir do grego, uma língua bem diferente do aramaico, a língua comumente falada em todo o Oriente Medido no tempo de Jesus, e na qual Ele transmitiu os seus ensinamentos (o hebraico foi, antes de tudo, nesse período, a língua utilizada no Templo).

Bem distinto do grego, o aramaico não tem divisões rígidas entre meios e fins = Quando Jesus refere-se ao “reino dos céus”, este reino está sempre dentro e em volta de nós. Da mesma forma, “vizinho” está tanto fora como dentro, como o próprio “eu”, que devemos amar na mesma medida que amamos o “vizinho”.

Outra reflexão é que a língua aramaica está muito próxima da terra, rica em imagens de plantio e colheita, cheia de visões do milagre natural do cosmo. “Céu” em aramaico não é um conceito metafísico, mas apresenta a imagem da “luz e do som resplandecendo através de toda a creação”. Crear (do latim creator) como Humberto Rodhen sugeria para o ato supremo de “dar origem”, “tirar do nada”.


PAI NOSSO em aramaico

Diz-se que está Pai-Mãe, respiração da Vida,
Fonte do som, Ação sem palavras, Criador do Cosmos!
Faz Tua Luz brilhar dentro de nós, entre nós e fora de nós
para que possamos torná-la útil.

Ajuda-nos a seguir nosso caminho,
Respirando apenas o sentimento que emana do nosso Senhor.
Nosso EU, no mesmo passo, possa estar com o Teu,
para que caminhemos como reis e rainhas
com todas as outras criaturas.

Que o Teu e o nosso desejo, sejam um só,
em toda a Luz, assim como em todas as formas,
em toda existência individual, assim como em todas as comunidades.

Faz-nos sentir a alma da Terra dentro de nós,
pois, assim, sentiremos a Sabedoria que existe em tudo.
Não permiti que a superficialidade e a aparência das coisas do mundo
nos iludam,
E liberta-nos de tudo aquilo que
impede nosso crescimento.

Não nos deixei ser tomados pelo esquecimento
de que o Senhor é o Poder e a Glória do mundo.
A Canção que se renova de tempos em tempos
e que a tudo embeleza.

Possa o Teu amor ser o solo onde crescem nossas ações.
Que assim seja!

Pai Nosso que estais nos céus – Abwun d´bwashmaya
Ó Força procreadora! Pai-Mãe do cosmos, Tu creas tudo o que se move na luz. Ó Tu! Respiração viva de tudo o que existe, Creador do som vibrante que nos toca. Respiração de todos os mundos, ouvimos o Teu respirar – dentro e fora – em silêncio. Fonte do som: no troar e no murmúrio, na brisa e no tornado, ouvimos o Teu Nome. Radiância Única: Tu resplandeces dentro de nós, fora de nós – até na escuridão – quando nos lembramos. Nome dos nomes, nossa pequena identidade se desdobra em Ti e Tu a devolves, como lição. Ação sem palavras, potência silenciosa, onde ouvidos e olhos despertam, aí o céu advém. Ó força procreadora! Pai-Mãe do cosmos!
A oração começa com uma expressão da Divina Creação e da bênção do ato de crear e de dar a luz. No Oriente Médio, a antiga raiz ab refere-se a qualquer fruto, a toda germinação que procede da fonte da Unidade. Esta raiz chegou a ser usada na palavra aramaica para o “pai personificado” – Abba – é o pai pessoa ou também divinos progenitores.
BWN mostra o raio da emanação dessa paternidade/maternidade, procedendo do potencial para o atual, aqui e agora. O conceito vai além dos nossos conceitos mutáveis de masculino/feminino, e aponta para o processo cósmico de dar à luz= O Absoluto, o Ser Único, a Unidade pura e única, fonte do todo o poder e estabilidade (ecoando o antigo som sagrado AL e a palavra aramaica para Deus – Alaha – que significa literalmente Unidade). Um Nascer, uma creação, um fluxo de bênção, como sendo do dentro deste Uno para nós. A respiração ou o espírito que carrega este fluxo, ecoando o som do respirar e incluindo todas as forças que agora chamamos magnetismo, vento, eletricidade, etc. A vibração da respiração creativa do Uno ao tocar e interpretar a forma. Deve haver uma substância que esta força toca, move e muda. Este som ecoa na terra, e o corpo vibra ao entoar lentamento o nome todo: ab – bw – u – n. Resumidamente: som, luz, vibração ou palavra. Aquilo que surge e brilha no espaço, a espera inteira de um ser. Esse brilhar inclui cada centro de atividade, cada lugar que vemos, assim como as habilidades em potencial para todas as coisas. A vibração ou palavra pela qual se pode reconhecer o Uno – o nome de Deus – é o universo. Este era o conceito de céu em aramaico.





por Helena Gerenstadt - gerenstadt@terra.com.br
Terapeuta Holística, atuando com a Numerologia Pitagórica e a Árvore da Vida, Tarot Egípcio, Reiki, Radiestesia e Radionica, e outras ferramentas. Ministrante de vários cursos - vide site www.agarta.com.br
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